O sector suinícola francês apresentou um crescimento moderado no início de 2026, com um ligeiro aumento do abate, mas num contexto de pressão persistente sobre os preços e a rentabilidade das explorações, de acordo com o último relatório mensal de mercado da FranceAgriMer. Em Fevereiro de 2026, o volume de abate nos últimos 12 meses aumentou 0,8%, enquanto o número de cabeças se manteve praticamente estável (+0,2%).
Esta tendência explica-se, em parte, pela redução do tamanho do efectivo, principalmente das reprodutoras (-2,5%), compensada pelos ganhos de produtividade e pelo aumento do peso médio das carcaças.

Em termos de preços, as cotações francesas caíram continuamente entre Dezembro de 2025 e Fevereiro de 2026, antes de uma ligeira recuperação em Março. O mercado europeu continua a ser influenciado por diversos factores, principalmente peos casos de Peste Suína Africana (PSA) em Espanha e as dificuldades na comercialização de determinados volumes no mercado da UE. Apesar da redução dos custos da ração, as melhorias na rentabilidade continuam limitadas.
O comércio externo também está em declínio. Em Janeiro de 2026, as exportações francesas de carne de porco diminuíram 11% em volume, afetadas pela queda das remessas para a União Europeia e para a China. As importações também diminuíram (-6%), mas em menor escala, resultando num saldo comercial negativo, o primeiro em vários anos.
Ao mesmo tempo, o consumo interno aumentou (+2,6% em volume), contribuindo para a recuperação parcial do mercado.
2 Abril 2026/ FranceAgriMer/ França.
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